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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Acontecimentos no ano de 1221

  • Nova bula de Honório III
Logo no inicio do ano, a 4 de Janeiro o papa, por influência do arcebispo de Braga, emite nova bula desta vez dirigida aos dois maiores apoiantes do rei , Gonçalo Mendes o chanceler-mor desde 1215 e Pedro Anes de Nóvoa mestre da Ordem de Calatrava, fundamentalmente segundo o texto de Honório III, pela má influência que exerciam junto do Rei, apelidando-os de "enganadores".

Na ocasião incumbe os bispos de Palência e Astroga e Tui de irem falar pessoalmente com o rei convidado-o a arrepiar caminho, que se pode traduzir em não afrontar o arcebispo de Braga.

  • Novo testamento real
O agravamento da contenda com o papa, o agravamento do seu estado de saúde e a sua viuvez, levam o Rei a deslocar-se para Santarém, onde volta a redigir um novo testamento, que, contudo não altera substancialmente o anterior.

Preocupações sobre a descendência do trono, como habitualmente, considerando também que sendo a origem do poder na Nação nos vassalos a quem entrega a tutela dos filhos menores.

A linha de sucessão que D.Afonso determina não deixa dúvidas nem contestação, aos dois filhos varões Sancho e Afonso (que viriam a ser os dois Reis de Portugal), seguiam-se o irmão Fernando o Infante de Serpa e depois a irmã Leonor , que em 1229 virá a ser Rainha da Dinamarca.

A continuação da linha política de concentração, continuava a criar muita contestação, que mobilizava contra si as animosidades antigas, as irmãs e o arcebispo de Braga, que opunham os defensores dos direitos senhoriais, do partido dos que defendiam a centralização do poder régio.

Na distribuição dos seus bens, não esqueceu atribuir a Roma a soma mais elevada dos legados monetários, 3000 maravedis, mesmo tratando-se de um reino interdito e dum rei excomungado. Além de D.Afonso II não guardar ressentimento ao poder papal, também sabia que argumentos monetários eram muito apreciados em Roma.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Acontecimentos no ano de 1220

  • Início das Inquirições Gerais
Na tentativa de reprimir abusos sobre direitos territoriais e para evitar mais disputas, são lançadas as Inquirições Gerais que complementam as Confirmações lançadas em 1216,

Para tal foi nomeada uma comissão composta por juízes, funcionários públicos e outros elementos da confiança do Rei, sob o comando dos priores de Santa Marinha da Costa (situada no cimo do Monte da Penha, nos arredores da cidade de Guimarães ) e de S.Torcato

A função principal desta comissão era avaliar a natureza e a legalidade de diversas propriedades e direitos senhoriais de igrejas e mosteiros, bem como da avaliação e registo das propriedades que tenham sido ilegalmente desviados da fazenda pública.

Naturalmente que em muitas situações, alguns grandes proprietários opunham-se a que esses enviados reais entrassem nas suas propriedades, mas a pouco e pouco, foi-se alargando o escrutínio administrativo.

Não existe nenhum documento, nem facto conhecido que permita afirmar-se que D.Afonso II pretendia contestar os direitos senhorias legalmente consagrados.

  • Nova excomunhão de D.Afonso II
Por força das Inquirições Grais acima descritas, agravaram-se as discórdias entre o rei e o arcebispo de Braga, desde 1212, D.Estevão Soares da Silva, sempre partidário das infantas contra os interesses do Rei. Agora o arcebispo acusava o Rei, de atacar as liberdades eclesiásticas e lançar impostos sobre igrejas e mosteiros, ao invés do que tinha sido acordado nas cortes de Coimbra em 1211. no que ao pagamento de isenção de impostos pelo clero havia sido decidido, bem como ao facto dos clérigos não poderem ser julgados em tribunais seculares

Perante as acusações, acompanhadas até da de adultério da parte do Rei, conduziram à excomunhão de D.Afonso II desta vez acompanhada pelo do chanceler Gonçalo Mendes o mordomo-mor Pero Anes da Nóvoa

A resposta do rei também foi a esperada, mandando executar os bens do arcebispo sendo Gil Vasques de Soverosa o representante real nessas expropriações na zona de Coimbra e na zona de Braga as gentes de Guimarães. os encarregues dessa missão, sendo aqueles bens distribuídos pelo burgueses locais.